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Guia do Pintor - Economia Água na Obra

Atualizado: 15 de abr de 2025

Guia do Pintor - Economia Água na Obra: práticas sustentáveis e técnicas eficientes. Este artigo apresenta orientações práticas e técnicas que ajudam o pintor profissional a reduzir o consumo de água sem comprometer a qualidade do serviço.


A água é um dos materiais que mais usamos na pintura imobiliária, seja para preparar superfícies, diluir produtos ou limpar ferramentas. Mas, quando usamos sem controle, isso afeta o meio ambiente e também a nossa imagem como profissionais.


Com a falta de água aumentando por causa das mudanças no clima e da má gestão dos recursos naturais, economizar água deixou de ser apenas uma questão ambiental. Hoje, é também uma exigência ética, técnica e econômica para quem trabalha na construção civil. Nós, pintores profissionais — principalmente os que fazem parte da ABRAPP e do MBPM — precisamos trazer a sustentabilidade para a nossa rotina como um diferencial competitivo.


Guia do Pintor - Economia Água na Obra

Este artigo mostra várias práticas, técnicas e atitudes que ajudam a reduzir bastante o uso da água na obra, sem perder qualidade ou eficiência. Pelo contrário: quando seguimos essas orientações, mostramos que somos profissionais responsáveis, preparados e atualizados com as exigências do mercado atual.


1. Planejamento e organização do espaço de trabalho - A primeira ferramenta para economizar água é o planejamento. Quando organizamos bem o ambiente de trabalho, evitamos retrabalho, desperdício e pausas desnecessárias que aumentam o uso da água.


Boas práticas:


  • Devemos planejar as etapas do serviço e separar os materiais por cômodo e por cor, reduzindo a necessidade de lavagens entre uma fase e outra.

  • É importante manter os utensílios separados por tipo e uso, guardando em estojos, sacolas plásticas ou caixas com divisórias. Assim, evitamos que os rolos e pincéis fiquem expostos ao ar.

  • Vale a pena reservar uma área só para limpeza de ferramentas, equipada com baldes, panos, suporte para escorrer e, se possível, um sistema simples de reaproveitamento de água.


Guia do Pintor - Economia Água na Obra

2. Uso racional da água na limpeza de ferramentas - A limpeza costuma ser o momento em que mais gastamos água. Se deixarmos a torneira aberta para lavar pincéis e rolos, o desperdício pode ser enorme.


Técnicas recomendadas:

  • Podemos retirar o excesso de tinta com espátulas, papelão ou panos antes da lavagem. Isso reduz bastante a quantidade de água necessária.

  • Em vez de usar a torneira, é melhor trabalhar com dois ou três baldes: um para pré-lavagem, outro para lavagem e um terceiro para enxágue. Com isso, o consumo pode cair até 80%.

  • A água usada no primeiro balde pode servir para limpar outras ferramentas ou até pisos, desde que esteja livre de resíduos perigosos.

  • Em limpezas rápidas entre demãos, panos úmidos ou flanelas resolvem sem precisar lavar tudo novamente.


3. Menos lavagens durante o expediente - Geralmente, lavamos as ferramentas ao mudar de cor ou ambiente, mas isso pode ser evitado com organização e alguns cuidados simples.


Dicas úteis:

  • É possível organizar o serviço por cor. Por exemplo: pintar tudo o que for branco antes de começar com os tons mais escuros.

  • O uso de capas protetoras ou forros plásticos em rolos e bandejas facilita a troca de tinta sem precisar lavar.

  • Em pausas curtas, basta envolver pincéis e rolos com plástico filme ou sacolas bem fechadas para evitar que sequem.


Guia do Pintor - Economia Água na Obra

4. Alternativas à limpeza com água - Nem sempre é necessário recorrer à água para limpar as ferramentas. Dependendo do tipo de tinta e da fase do serviço, há soluções mais econômicas.


Exemplos práticos:

  • Quando usamos tinta à base de solvente, thinner ou solventes recicláveis são boas opções. Dá para decantar os resíduos e reutilizar o líquido limpo.

  • Ferramentas com tinta seca podem ficar de molho por algumas horas. Assim, conseguimos fazer a limpeza depois sem usar água corrente.

  • Em obras menores, utilizar rolos de baixo custo por ambiente e descartar após o uso pode ser mais vantajoso do que lavar.


5. Coleta, armazenamento e reaproveitamento da água - Reaproveitar a água na obra é uma atitude inteligente e sustentável. Em muitos casos, dá para adaptar o local de trabalho para isso.


Ações recomendadas:

  • A instalação de tambores ou caixas d’água para captar chuva em áreas externas permite o uso dessa água para lavar ferramentas ou preparar reboco.

  • A água das primeiras lavagens pode ser utilizada em outras partes da obra, como limpeza de áreas externas ou umedecimento de superfícies.

  • Sempre que possível, devemos sugerir à equipe da obra o uso de sistemas de reaproveitamento de água, especialmente nos serviços de limpeza.


Guia do Pintor - Economia Água na Obra

6. Produtos e ferramentas que economizam água - O mercado oferece soluções que facilitam a limpeza e reduzem a necessidade de água.


Sugestões de escolha:

  • Tintas com alta cobertura ajudam a economizar água, pois exigem menos demãos e menos limpezas entre camadas.

  • Rolos e pincéis com materiais que repelem tinta são mais fáceis de limpar.

  • Em obras maiores, o uso de lavadoras de alta pressão com reaproveitamento pode ser uma boa alternativa à lavagem convencional.


7. Treinamento e conscientização da equipe - Quando a equipe de pintura é formada por mais de uma pessoa, é fundamental que todos estejam alinhados.


Medidas eficazes:

  • Reuniões periódicas ajudam a padronizar os procedimentos de limpeza e descarte.

  • Cartazes com lembretes visuais sobre economia de água podem ser colocados na área de lavagem.

  • Uma checagem rápida ao fim do dia garante que os baldes foram reutilizados corretamente e a água foi descartada de forma adequada.


Guia do Pintor - Economia Água na Obra

8. Postura profissional e valorização do pintor - A economia de água também é uma forma de mostrar atitude profissional. Quem adota essas práticas é mais valorizado por clientes, colegas e empresas.


Demonstrações de profissionalismo:

  • Ao apresentar o plano de trabalho para o cliente, vale mostrar o compromisso com o uso consciente da água.

  • Registrar essas boas práticas em fotos e vídeos fortalece a imagem profissional nas redes sociais.

  • Em orçamentos e portfólios, podemos destacar nosso cuidado com a sustentabilidade como um diferencial.


Conclusão


Adotar práticas sustentáveis no uso da água é uma necessidade atual. Quando planejamos bem, organizamos o ambiente e usamos as técnicas certas, saímos na frente da concorrência.


Economizar água na pintura não significa perder qualidade. Mostra que temos técnica, visão e responsabilidade com o meio ambiente. Esse tipo de profissional conquista mais obras e tem mais reconhecimento no mercado.


Nós, da ABRAPP e do MBPM, apoiamos essas atitudes como parte do crescimento do pintor profissional no Brasil. Por isso, estamos desenvolvendo um treinamento específico sobre o tema. Quem concluir o curso receberá certificado e um selo especial de reconhecimento.



Siga-nos no Instagram:


@EscolaAbrapp_Oficial

@PintorAbrapp

@Mbpm_Oficial

4 comentários

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Nivaldo Lima
Nivaldo Lima
23 de abr de 2025
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

ótima iniciativa

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Altair Filho
19 de abr de 2025
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Excelente artigo 🤝🏻🇧🇷🇮🇱

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CÉLIO LIRA
CÉLIO LIRA
17 de abr de 2025
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Muito boa, são dicas de excelência

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José Hélder  da Silva
José Hélder da Silva
17 de abr de 2025

O profissional capacitado e comprometido com sua atuação no mercado da pintura, deve sempre estar alinhado com as boas práticas de execução e consciente de suas responsabilidades. Além de conhecimentos técnicos é necessário sensibilizar com outras temáticas que envolve toda uma cadeia de práticas sustentáveis. Essa é uma responsabilidade de todos nós.


Parabéns pela matéria.

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