Mirtes Aparecida de Almeida de Jesus: Conheça a Trajetória da Filha da ABRAPP
- Letícia Souza

- 18 de dez de 2025
- 5 min de leitura
Atualizado: 31 de dez de 2025
Conheça Mirtes Aparecida de Almeida de Jesus: A Filha da ABRAPP que Hoje É uma das Responsáveis pelo Sucesso e Organização da Nossa Associação Brasileira dos Pintores Profissionais

Hoje contamos a história de Mirtes Aparecida de Almeida de Jesus, colaboradora da ABRAPP.
Mirtes chegou em uma hora muito importante para a associação, momento em que um dos fundadores precisaria deixar de cuidar diariamente do financeiro. Para isso, precisava-se de uma pessoa que, além de ter valores e princípios, fosse organizada, inteligente e morasse próximo à capital, pois nossa sede é no Tatuapé. E, o mais importante, que fosse de extrema confiança.
Mirtes, moradora de Mogi das Cruzes (SP), tinha todas essas características e muitas outras de bônus, como: proatividade, criatividade, disposição para o social e foco extremo.
Sua trajetória é marcada por dor, luta, recomeço e gratidão — uma transformação que a levou da faxina ao setor financeiro de uma entidade que lhe deu uma nova família.
Mirtes nasceu e vive até hoje em Mogi das Cruzes. Lembra com dor a infância e juventude: “Meu pai era alcoólatra e espancava minha mãe dentro de casa. Isso foi desde a minha infância até a mocidade.” Cresceu carente, ansiosa e frustrada por não conseguir ajudar a mãe naquele período.

Por alguns anos, Mirtes trabalhou como caseira e faxineira em um templo budista de cultura japonesa — um ambiente tradicional e reservado. Naquele período, o marido trabalhava fora; ela havia acabado de mandar o filho mais velho, então com 15 anos, para um colégio militar, e tinha outro filho pequeno em período integral na escola. “Na cultura japonesa do templo, as visitas eram muito restritas; eu só recebia minha mãe, meu irmão e minha tia. Eu gosto de conversar, sou comunicativa, e ficar sem esse convívio me deixou deprimida”, relata.
A perda de uma tia muito querida, irmã da mãe, vítima de câncer de estômago, agravou o quadro. A mãe de Mirtes entrou também em depressão, e, preocupado, o irmão sugeriu que Mirtes fosse morar com ela. “Minha mãe tinha 70 e poucos anos. Meu irmão falou que eu estava depressiva e que a mãe também; pediu para eu morar com ela e construir uma casa no fundo do quintal.” Foi o que ela fez — uma mudança motivada pelo amor e pela necessidade de apoio familiar.
O Convite que Mudou a Vida — e a Admiração por Douglas de Assis
Desempregada e precisando trabalhar, Mirtes recebeu uma proposta decisiva de seu primo Douglas de Assis — a quem ela define como “a minha maior admiração”. Douglas é um dos fundadores do Movimento Brasil por um Pintor Melhor (MBPM) e da ABRAPP e, na época do convite, atuava como diretor. Ele precisava de alguém para trabalhar com ele no financeiro.

“A primeira reação foi recusar: ‘Primo, eu sou faxineira, não sei mexer com contas, planilhas, contabilidade ou administração’”, lembra Mirtes. Mesmo assim, Douglas insistiu porque via potencial nela. “Douglas tem um dom de enxergar capacidades nas pessoas que elas mesmas não veem. Eu me sentia incapaz desde a infância, mas aceitei por necessidade — embora já achasse que não iria conseguir.”
Douglas a apresentou formalmente à diretoria da ABRAPP — composta então por Careca, Vladimir, William, Rogério Sanches e Carlão (presidente) — e recebeu deles um voto de confiança. “Eles me fizeram algumas perguntas e me aceitaram. Esse apoio foi fundamental para eu continuar.”
O início foi duro: Mirtes conta que chegava na reuniões para aprender financeiro, contrato, planilhas, arquivos, contatos, chegava em casa exausta, com dor de cabeça, tentando assimilar muitos conceitos novos. “De cem coisas que ele me explicava, eu entendia cinquenta. Mas o Douglas foi paciente; ensinou, corrigiu e sempre dizia que a gente pode aprender o que quiser, basta querer.” Entre erros e acertos, ela foi se aperfeiçoando. “Muitas vezes pensei em desistir, mas ele nunca deixou.”
Transição de Responsabilidades e o Crescimento de Mirtes
Com o tempo, Douglas deixou a diretoria para atuar em outro departamento da ABRAPP. Antes de sair, transferiu parte de suas responsabilidades para Mirtes. Ela passou a ser orientada pelo então Diretor Financeiro William, que a direcionou no dia a dia do setor. “Comecei na ABRAPP em 2022 e, hoje, já tenho três anos de trabalho na instituição”, diz Mirtes com orgulho.
Ela lembra do orgulho pessoal pela evolução: “Eu era uma faxineira que andava para cima e para baixo com uma vassoura. Hoje ando com um computador, uma pasta e uma agenda. Aprendi muito nesse período.” Para Mirtes, a função de faxineira sempre teve dignidade — “manter o local limpo e cheiroso é uma responsabilidade nobre” — e ela vê analogia com o pintor, que “colore a vida das pessoas”.
Mirtes participou de treinamentos e ações sociais, incluindo trabalhos em orfanatos ao lado do pintor Arruda e de Douglas. Essas vivências reforçaram sua crença na transformação pessoal e coletiva: “A conscientização de que qualquer pessoa pode melhorar, não só profissionalmente, mas em todas as áreas da vida.”
Ao vir de fora da profissão de Pintor, Mirtes admite ter tido uma visão negativa do pintor — estereótipos ligados a álcool, descuido e desvalorização. “Na ABRAPP, pude conhecer como realmente é um pintor profissional.” Hoje defende que, para alcançar sucesso, é preciso se aprimorar como ser humano em todas as áreas: “A união, o respeito e a capacitação profissional são essenciais. A classe deve buscar melhorias e inspirar outras pessoas.”
A Cor Que Trouxe Alegria ao Meu Mundo

Mirtes sintetiza o impacto da ABRAPP em sua vida: “A cor que trouxe alegria para o meu mundo, que era até então cinzento.” Ela se considera uma “filha adotiva” da ABRAPP e do MBPM e manifesta profunda gratidão aos pintores que a acolheram. “Eles colocaram cor na minha vida, que antes era triste e depressiva.”
Fecho: a trajetória de Mirtes é um testemunho de como a confiança de uma pessoa — no caso, Douglas de Assis — e o acolhimento institucional podem transformar vidas. Da faxina ao financeiro, ela mostra que oportunidade, paciência e vontade de aprender reescrevem destinos.
Siga no Instagram: @mirtesewagner
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------REPÓRTER ABRAPP
Léa Ramos do Mato Grosso tem 47 anos, é mãe de dois meninos e uma menina, e avó de dois netos, com mais uma netinha a caminho. Com uma trajetória marcada por dedicação e amor à profissão, ela atua como pintora profissional há 10 anos e afirma com orgulho: ama o que faz com todo o coração.

Conhecer o Movimento Brasil por um Pintor Melhor (MBPM) no estado do Mato Grosso foi um verdadeiro divisor de águas em sua vida. Por meio do MBPM-MT, Léa teve acesso a treinamentos, workshops e capacitações, além de ter conhecido pessoas incríveis que somam e transformam realidades.
Sua participação ativa no movimento abriu portas importantes e fortaleceu sua atuação profissional, especialmente através da conexão com lojistas e indústrias parceiras. Essa rede de apoio foi fundamental para ampliar suas oportunidades e reconhecimento no mercado.
Com orgulho, Léa também carrega o título de primeira instrutora da Escola ABRAPP em Mato Grosso — um marco que transformou sua vida e que agora permite que ela transforme a vida de outras pessoas. Ela é prova viva da força dos dois projetos que mudaram sua história: o MBPM e a Escola ABRAPP.
Inspirada por tudo o que viveu, Léa deixa seu recado ao mundo:
"Seja um Pintor ou Pintora MBPM."
Repórter: LeaRamos
Edição: @Royalles_paint
Editor: DouglasdeAssis









Parabéns pelas conquistas prima, você merece muito! Juntos somos mais fortes!
Uma historia de superacao e amor!
Que Deus continue te abencoando mirtes
Merece muito todo sucesso do mundo🙌🏻🤚🏻🫵🏻
Parabéns Mirtes.
Deus abençoa tudo de bom pra vc tudo que aconteceu na sua vida e pq vc merece