Capítulo 5 – Lançamento MBPM (Setembro 2016): História dos Pintores Profissionais, do MBPM e da ABRAPP no Brasil
- Douglas de Assis

- há 11 horas
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Lançamento MBPM (Setembro 2016): História dos Pintores Profissionais, do MBPM e da ABRAPP no Brasil
Em março de 2016, após a publicação da logomarca do movimento de pintores MBPM, nosso cenário era outro. Nós, pintores, trabalhávamos bem, mas faltavam união, padrão, informação e organização. Para quem queria estudar a fundo e se especializar em alguma área da pintura, percebíamos claramente que as redes sociais e a internet, de forma geral, estavam cheias de conteúdo básico, voltado para iniciantes e para o estilo "faça você mesmo".

Na internet, para estudar algo mais sério, existiam os portais e clubes de pintores das empresas de tintas, que ainda assim eram muito rasos. Havia também a ABRAFATI, a associação das indústrias, cujo conteúdo era um pouco mais longo. Mesmo assim, era possível tirar nota máxima nas provas sem ler todo o material, de tão fácil que era o nível para um profissional. Algo independente, feito por pintor, como vimos no capítulo 4, só existia o blog do Leandro Piovesan (EU SOU PINTOR) e o grupo do Juliano Alcântara no Facebook.
Foi nesse ambiente que, depois do pontapé inicial para nos movimentar, começamos a nos juntar com um propósito simples e firme, dito no primeiro vídeo: valorizar nossa profissão e elevar o padrão da pintura no Brasil, deixando de lado as diferenças e as brigas e focando na mudança. E, para isso, sabíamos que precisávamos de estudo.
A Publicação Virou Campanha
Depois do sucesso da publicação da logo do MBPM, os fundadores decidiram dar sequência à ação. Resolveram criar o que chamaram de "campanha de conscientização". A ideia era conscientizar os pintores para a valorização e profissionalização da classe através da mudança de comportamento. Para viabilizar isso, buscaram apoio das empresas para produzir mil camisetas com distribuição em nível nacional.

Para custear a operação, os fundadores definiram que as camisetas trariam as logomarcas das empresas parceiras que comprassem o lote. Criaram planos que iam do mais simples ao mais completo. Teria logomarca nas mangas e nas costas quando fosse o caso, mas no peito, obrigatoriamente, ficaria o MBPM em destaque. O pintor sempre na frente!
O cadastro para receber as camisetas seria feito por meio de um site do movimento. Nesse site também entrariam as logomarcas das empresas parceiras. Na época, sem a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o cadastro dos pintores com questionário de preferências e características profissionais era compartilhado com os parceiros. Isso criou uma métrica inicial dos bastidores da categoria, algo caro e trabalhoso para as empresas coletarem sozinhas.
Para as indústrias, a proposta foi muito atraente. Encontrar fornecedor, fazer pedido, pagar, receber, separar, recolher cadastros e distribuir não ficaria com elas — ficaria com os pintores. Não era tarefa simples, ainda mais para mil profissionais espalhados por um país do tamanho do Brasil. Para muitos pintores, isso serviu como um empurrão para sair da zona de conforto, abandonar o vitimismo, deixar de ser telespectador e assumir o protagonismo. Era hora de mudar.

As empresas começaram a procurar o movimento. Os fundadores passaram a visitar fábricas e apresentar o plano presencialmente. Pintores sentaram à mesa com diretores das principais indústrias. Ao ouvir a meta de entregar mil camisetas para conscientizar a categoria, muitas empresas toparam na hora.
Uma das primeiras gigantes a acreditar no projeto foi a Sherwin-Williams. A empresa chegou a apresentar uma proposta de parceria exclusiva que deixou todos os fundadores profundamente felizes e honrados. No entanto, por mais tentadora que fosse a oferta, eles decidiram manter o movimento aberto a todo o mercado e 100% administrado por pintores — um compromisso que mantemos com orgulho até hoje. A Sherwin-Williams compreendeu o propósito e seguiu firme conosco, agendando de imediato ações em parceria com o MBPM, como a primeira visita à sua fábrica em São Paulo.
Ao mesmo tempo, no Paraná, outra parceira de primeira hora abraçava a causa: a Ciacollor. É impossível contar essa história sem prestar nossas sinceras homenagens ao saudoso e visionário Sr. Osmar, que enxergou o nosso sucesso no futuro. Seu apoio foi um verdadeiro divisor de águas no início do MBPM! Homem de atitude, resolveu urgências burocráticas, pagou o registro da nossa marca e cobriu diversas despesas além do lote de camisetas, indo muito acima do que lhe foi solicitado. A postura do Sr. Osmar da Ciacollor e da Sherwin-Williams provou, logo no início, a verdadeira boa vontade das empresas em abraçar a nossa causa.
O Início da Coordenação do MBPM
Como vimos antes, no começo da nossa história não existia uma diretoria como temos hoje. O que existia era a moderação do grupo de Facebook chamado P I N T O R. Essa primeira equipe de moderação, um time de peso, já era formada por pintores muito bons e experientes:
Juliano Alcântara (Praia Grande, SP)
Leandro Piovesan (Ferraz de Vasconcelos, SP – do "Eu Sou Pintor")
Rafael Martins (Monte Mor, SP – da Eben Decor)
Thompson Almeida (Londres, Inglaterra – da extinta Exin Royal)
Desirée Bandeira (Curitiba, Paraná)
Pedro Cunha (João Pessoa, Paraíba – Hoje na Indústria de Tinta)
Fernando Freitas (Lagoa Santa, Minas Gerais – da "Universidade da Pintura")
Esse primeiro time tem uma importância gigante. Administrar um movimento ou associação de profissionais não é fácil, pois exige um trabalho enorme de todos. Além do cansaço físico, enfrentamos barreiras de cultura, costumes, opiniões e foco.

Muita gente que olha para o MBPM/ABRAPP pensa que a tarefa mais difícil foi conseguir dinheiro. Mas saibam: muito mais difícil é unir pessoas com pensamentos diferentes para trabalhar juntas em algo que exige muita dedicação e que, muitas vezes, não tem o trabalho reconhecido de imediato.
Para se ter uma noção, logo no início tivemos nossa primeira "baixa de peso": a saída de Fernando Freitas, da "Universidade da Pintura". Para o MBPM, foi uma grande perda, pois o Fernando sempre foi um pintor à frente do seu tempo. Com formação de nível superior, ele sempre foi extremamente antenado com as notícias e com tudo o que acontecia no mundo digital e no setor da pintura. Ele já entendia o poder da internet muito antes de isso virar moda.
Fernando tomou a decisão de focar em sua própria página, que hoje é um dos maiores veículos de comunicação e relevância da pintura no Brasil. Com seu trabalho sério, ele muitas vezes alcança um público de pintores ainda maior do que a própria ABRAPP consegue atingir. Em conversa com nossa reportagem, ele explicou o motivo de sua escolha na época: "Eu entendia que eles estavam fazendo algo que iria precisar de muita dedicação, e eu não poderia cuidar da minha própria página, além da pintura que já consumia quase todo o meu tempo. Eu senti que não era vantajoso para mim estar envolvido tão intensamente com a administração de grupos de pintores; afinal, eu não teria tempo para ensinar e gerar conteúdos."
Hoje, a página Universidade da Pintura é um sucesso e leva informação diária com muito conteúdo técnico para a nossa categoria. Fernando se lembra de como foi a despedida: "Eu lembro que mandei uma mensagem no grupo falando que iria sair, porque tinha outros planos e não poderia participar do projeto naquele momento."
A história do Fernando Freitas serve de lição para todos nós: ser profissional também significa saber escolher onde colocar o seu foco para gerar o melhor resultado para a classe. Ele seguiu ensinando, e o MBPM seguiu organizando a categoria. No fim, quem ganhou foi o pintor brasileiro.
Aproveitamos este registro histórico para fazer um convite público: convidamos o Fernando Freitas para contar sua história completa em uma matéria exclusiva aqui em nossa revista digital. Reconhecemos o peso da sua trajetória e a importância do seu trabalho para a pintura brasileira.
Além disso, as portas da ABRAPP estão sempre abertas para possíveis projetos juntos, unindo forças em ações que tenham como foco o que nos move desde o primeiro dia: a valorização e a profissionalização do pintor no Brasil. Afinal, quando os bons se unem, quem ganha é nossa profissão.
O Lançamento Oficial e a Confusão das Datas (Setembro de 2016)
Embora a primeira postagem e a criação da logomarca tenham acontecido em março de 2016, os fundadores decidiram que era preciso dar um passo além. Eles não queriam que o MBPM fosse apenas um grupo de internet; eles queriam formalizar o movimento e apresentá-lo para todo o mercado de pintura com estilo. Por isso, planejaram o lançamento oficial para setembro de 2016 na FEITINTAS.
É por esse motivo que, até hoje, algumas pessoas dizem que o MBPM nasceu em março, enquanto a data oficial celebrada é setembro. Março foi o "pontapé inicial" nas redes sociais, mas o nascimento oficial, com "certidão de nascimento" e a primeira presença física, aconteceu na feira.
A feira foi um sucesso absoluto. A rede de lojas Tintas MC, com nosso amigo Renato Sá, forneceu um espaço de destaque no seu estande para que fizéssemos a distribuição das nossas tão sonhadas camisetas. A dinâmica foi muito bem pensada: nós entregávamos as camisetas para os pintores que já haviam feito o cadastro prévio pelo site. Muitos profissionais se mobilizaram através do nosso grupo oficial e viajaram até a feira especialmente para buscar a sua camiseta e conhecer as pessoas do grupo do movimento de perto.
Esse momento presencial foi um verdadeiro divisor de águas. O MBPM na feira foi um sucesso estrondoso porque passou a ser o grande ponto de encontro dos pintores. Aquele contato que era apenas virtual, restrito aos grupos de Facebook e WhatsApp, finalmente se tornou físico e real. Com o tempo, esses grandes pontos de encontro e confraternização da nossa categoria passaram também a ser realizados em cursos nas lojas de tintas e nas indústrias.
Além das camisetas, também distribuímos cofrinhos em formato de lata de tinta com a logo do MBPM — ao todo, foram milhares de cofrinhos entregues ao longo de 4 anos em nossos eventos. Essa ação marcante foi presente de Valério Prado, da Brasilata, um grande parceiro que ajudou o MBPM a se manter em pé no início. Além de abrir portas valiosas nos ajudando no contato com outras empresas, Valério fez questão de criar vários modelos de cofrinhos para que a equipe pudesse escolher o mais bonito. Em breve, falaremos mais sobre a importância fundamental do nosso amigo Valério para a nossa história.
A ABRAFATI também cedeu um espaço exclusivo para que o MBPM usasse na feira. Eles colocaram nossa logomarca gigante na parede, mostrando com clareza para todo o mercado que os pintores estavam ali, presentes, organizados e fortes.
Para nós, voluntários que já fazíamos parte dos grupos de líderes como apoio (o antigo "grupos de Braço MBPM"), foi uma ótima oportunidade de nos conhecermos pessoalmente, apertarmos as mãos e conhecermos as lojas e as empresas de perto. Afinal, era a primeira feira da construção em que muitos de nós participávamos.
Foi incrível! Passamos quatro dias respirando e falando de tudo sobre a nossa área. Aprendemos naqueles quatro dias o que não tínhamos aprendido em anos trabalhando sozinhos. Ver tantos pintores profissionais juntos, trocando ideias, realmente foi uma "receita mágica", um amor à primeira vista pelo conhecimento injetado diretamente na veia. Afinal, é muito mais fácil aprender vendo um colega explicar um caso na prática do que apenas lendo a teoria nos livros. Era uma nova fonte de aprendizado!

Na parte lateral do estande da Tintas MC, havia um espaço reservado para palestras, onde respondíamos a perguntas e apresentávamos o movimento. Todos queriam entender mais sobre o que estava acontecendo. Além disso, as entrevistas também aconteciam no estande da ABRAFATI. Foi lá, em um bate-papo especial para o canal do YouTube do pintor Jairo Acabamentos — fera no efeito mármore e que hoje atua como influenciador da Coral —, que os três fundadores contaram abertamente o que sonhavam para o futuro, registrando para a história os pilares do nosso movimento.
Capítulo 6 – O Dia do Lançamento: A Visão do Fundador Rafael Martins
Para iniciar este resgate histórico do lançamento oficial na FEITINTAS, voltamos aos vídeos da época, resgatados diretamente dos arquivos de 2016 disponíveis no canal do YouTube do pintor Jairo Acabamentos.
O primeiro vídeo publicado falando sobre o MBPM trazia o depoimento de Rafael Martins, pintor da cidade de Monte Mor (SP) e proprietário da Eben Decor. Rafael sempre se destacou por sua comunicação clara e por sua leitura estratégica sobre a imagem do pintor no mercado. Naquele dia, ele deixou claro que o movimento era muito mais do que um grupo virtual: era uma convocação para a transformação profissional. Segundo Rafael, o foco do MBPM era atingir e conscientizar tanto o pintor autônomo quanto o profissional registrado em carteira (CLT).
Quando a logomarca do MBPM foi publicada nas redes sociais e a repercussão fugiu do controle, foi preciso ter cabeça fria para transformar aquela empolgação em algo real. No vídeo de lançamento, Rafael relembra exatamente esse momento de transição entre a ideia e a prática. Segundo ele, o sucesso da postagem foi apenas a faísca:
"Depois dessa repercussão da logo, a gente foi sentar e começar a planejar como ia ser essa campanha. Como é que nós iríamos mobilizar a classe nas redes sociais em prol de uma categoria mais valorizada?", contou ele.
Para Rafael, a mobilização não podia ser apenas um "grito" vazio na internet; era preciso ter um plano. A partir daquela reunião entre os fundadores, a campanha das mil camisetas ganhou forma. A intenção de Rafael era aproveitar que os pintores estavam com os olhos voltados para o movimento e entregar a eles uma mensagem que transformasse a forma como trabalhavam no dia a dia.
Um dos pontos mais fortes do discurso de Rafael Martins no dia do lançamento foi a cobrança pela autocrítica. Enquanto muitos profissionais culpavam os clientes, os lojistas ou as indústrias pelos problemas da profissão, Rafael teve a coragem de colocar o dedo na ferida da própria categoria. Ele deixou registrado que o verdadeiro propósito do movimento só seria alcançado quando o pintor olhasse para si mesmo: "O que nos motiva hoje a prosseguir é ver o engajamento dos pintores, ver como verdadeiramente entenderam o propósito. A grande maioria já entendeu que é preciso se profissionalizar. Mas, para se valorizar, é necessário ter uma autocrítica. O pintor precisa olhar para dentro de si e falar: eu preciso mudar, eu preciso me adequar", afirmou.
Com palavras firmes e diretas, ele desenhou o perfil do novo profissional que o MBPM queria formar. Não bastava apenas saber passar tinta na parede. Segundo a visão de Rafael, o pintor precisava ter uma boa imagem perante o cliente, apresentar-se de forma adequada, usar uniforme, equipamentos de proteção individual (EPIs) e, acima de tudo, ter a sensibilidade de entender qual era a real necessidade do cliente. Era uma mudança de postura completa: sair da condição de "peão de obra" para a posição de um prestador de serviço de excelência.
Outro ponto de muito orgulho para Rafael naquele lançamento foi ver o respeito que o grupo conquistou rapidamente. Historicamente, o pintor era visto pelas indústrias apenas como o consumidor final da lata de tinta; não havia diálogo de igual para igual. Mas, com a organização do MBPM, esse cenário mudou radicalmente. Rafael fez questão de registrar esse marco em sua fala no vídeo: "Graças a Deus, hoje nós podemos dizer que temos um certo respeito por parte de toda a cadeia. Fabricantes de ferramentas, fabricantes de tintas e órgãos setoriais como a ABRAFATI, por exemplo, têm abraçado, acreditado e comprado a ideia e os valores que esse movimento defende: a valorização e a profissionalização da categoria."
Sentar à mesa com os diretores das maiores marcas do Brasil provou que a estratégia de Rafael estava certa. Quando o pintor se organiza, fala bem, veste a camisa (literalmente) e mostra conhecimento, o mercado inteiro para e escuta.
Para encerrar sua participação no vídeo de lançamento, Rafael usou uma metáfora muito inteligente que marcou a história do MBPM. Ele explicou que o movimento não tinha o poder de obrigar ninguém a mudar, mas servia como um remédio para a visão dos profissionais:
"O movimento não muda ninguém sozinho. Para uma pessoa mudar, ela precisa se aceitar e querer mudar por si própria. O MBPM é como um colírio, é um choque para o profissional abrir os olhos e acompanhar a evolução do mercado. A gente não muda o mercado se a gente não mudar primeiro", resumiu.
Essa frase de Rafael Martins se tornou um dos pilares do nosso movimento e, posteriormente, da ABRAPP. A ideia de que "nós mudamos primeiro para depois mudar o mercado" foi o que separou o MBPM de outros grupos que apenas reclamavam nas redes sociais. Rafael nos ensinou que a revolução na pintura não seria feita com brigas, mas com postura, uniforme, EPI e muito conhecimento técnico. No próximo capítulo, continuaremos a resgatar as origens do nosso lançamento sob o olhar de Leandro Piovesan.
O Dia do Lançamento: A Visão do Fundador Leandro Piovesan
No segundo vídeo gravado durante o encerramento da FEITINTAS 2016, o canal Jairo Acabamentos trouxe o depoimento de Leandro Piovesan, um dos fundadores do Movimento Brasil por um Pintor Melhor (MBPM). No quarto e último dia de exposição, a imagem de Leandro expressava o enorme cansaço físico e emocional de toda a equipe, mas também o orgulho e a alegria estampados no rosto. Se Rafael Martins enfatizou a autocrítica e a mudança de postura, Leandro deu voz ao acolhimento e à convicção de que o ensino digital seria a ferramenta definitiva para revolucionar a categoria.
Em suas primeiras palavras, Leandro fez questão de enfatizar o valor humano daquele momento. Para ele, a maior recompensa de quatro dias de trabalho ininterrupto não era medida em números, mas na expressão de satisfação de cada colega que entrava no estande:
"A recompensa de estar aqui esses quatro dias é ver a satisfação e o sorriso de cada colega que entra no estande. O pintor precisava desse espaço para se sentir em casa, acolhido e respeitado de verdade", destacou.
O estande do MBPM havia se tornado um porto seguro onde o profissional finalmente se sentia à vontade para abraçar seus pares e conversar sobre profissionalização.
É impressionante constatar que, hoje, em 2026, a sensação continua sendo exatamente a mesma. Este ano, em nosso estande na FEICON — o maior de toda a nossa história —, revivemos essa mesma energia em uma escala gigante: recorde de caravanas vindo de vários cantos do país, palestras lotadas, abraços emocionados e uma troca intensa de ideias para projetos futuros em parcerias que uniram pintores, lojistas e indústrias no mesmo propósito.
Leandro direcionou uma mensagem especial aos milhares de pintores do Brasil que não puderam viajar até São Paulo naquele momento. Falando também em nome dos companheiros fundadores — Juliano Alcântara, Desirée, Rafael Martins e Pedrinho —, ele fez questão de registrar esse abraço à distância:
"Quero mandar um abraço fraterno para todos os pintores do Brasil inteiro que não puderam estar presentes aqui em São Paulo. Em meu nome e de toda a equipe de fundadores, saibam que esse movimento foi feito por vocês e para vocês, não importando a distância", afirmou.
Leandro deixava claro que o movimento nascia para abraçar a todos, sem distinção.
Foi aí que Leandro apresentou o grande pilar estratégico de sua visão: a força da plataforma digital do movimento. Ele batia firmemente na tecla de que a ferramenta não nascia com propósitos superficiais:
"O cadastro no portal não é feito apenas para pegar a camiseta ou o kit do movimento. A ideia central do site é erguer uma plataforma contínua de formação profissional, onde o pintor terá acesso a conteúdos e qualificações gratuitas para mudar sua rotina de trabalho", enfatizou.
A grande provocação trazida por Leandro durante a entrevista tocava na raiz da identidade da profissão. Ele defendia com convicção uma mudança na autoimagem do profissional:
"O pintor brasileiro precisa parar de se enxergar apenas como um 'pintor de parede'. A prestação de serviço de pintura envolve uma cadeia inteira de processos. A gente precisa aprender a gerir o nosso próprio negócio de ponta a ponta", explicou.
Dentro dessa visão de gestão, Leandro reforçava que o portal traria conteúdos práticos sobre atendimento ao cliente, técnicas de relacionamento, precificação justa, gestão financeira e administração do pagamento de ajudantes. Ele acreditava que, quando o pintor aprende a cuidar das suas finanças e a tratar o cliente com profissionalismo corporativo, a valorização da categoria acontece de forma natural.
Por fim, Leandro encerrou destacando o papel do portal como um elo permanente de união e aprendizado:
"A FEITINTAS foi apenas a semente. O portal vai encurtar essa distância geográfica para que o conhecimento e a valorização cheguem a cada canto do país, onde quer que exista um pintor disposto a evoluir", resumiu.
A visão de Leandro garantiu que, através da união digital e presencial, o movimento estaria sempre ao lado do profissional brasileiro.
Assista ao Vídeo 2 – A Visão do Fundador Leandro Piovesan: No encerramento da FEITINTAS 2016, Leandro Piovesan reforça o acolhimento ao profissional, a importância de enxergar o pintor como gestor do próprio negócio e o papel fundamental do portal digital como plataforma de ensino para todo o Brasil.
O Dia do Lançamento: A Visão do Fundador Juliano Alcântara
No terceiro vídeo da série histórica gravada durante o evento de lançamento na FEITINTAS 2016, o canal Jairo Acabamentos registrou a palavra de Juliano Alcântara, completando a tríade de visões dos fundadores do Movimento Brasil por um Pintor Melhor (MBPM). Se Rafael Martins trouxe o foco na gestão e na autocrítica, e Leandro Piovesan destacou o ensino digital e o acolhimento, Juliano direcionou sua mensagem para a identidade, a imagem pessoal e o orgulho de vestir a camisa da profissão. Ele falou como a apresentação pessoal impacta diretamente na forma como o cliente enxerga e valoriza o trabalho da pintura.
Para ilustrar a importância da imagem, Juliano utilizou comparações marcantes com outras profissões consagradas na sociedade: "Quando você vê um bombeiro, um médico ou um policial na rua, você o reconhece e respeita imediatamente pela farda, antes mesmo de ele falar qualquer coisa. O pintor precisa entender que o uniforme e a postura são a sua farda de trabalho. A nossa mudança de mentalidade começa na forma como a gente se apresenta ao cliente no primeiro minuto", destacou.
Em seu depoimento, Juliano defendeu que a desvalorização profissional, muitas vezes, começava pelo próprio pintor. Ele criticou a postura antiga de chegar à obra do cliente sem uniforme, vestindo roupas rasgadas, de chinelo ou sem os cuidados básicos com a própria aparência: "Não adianta o pintor reclamar que o cliente não quer pagar um valor justo se ele não se porta como um profissional de elite. O cliente só valoriza quem se valoriza primeiro. Roupas limpas, barba feita e uniforme alinhado são o nosso primeiro cartão de visitas para conquistar o respeito do mercado", afirmou.
Além da questão estética, Juliano fez questão de ressaltar a importância da tecnologia e do investimento em ferramentas de ponta. Para acompanhar a evolução do mercado e os novos tipos de tintas e revestimentos, o pintor precisava se modernizar com equipamentos de alta qualidade — citando, como exemplo, as parcerias tecnológicas firmadas pelo movimento com empresas como a Exin Royal. Para Juliano, a verdadeira "profissionalização do profissional" nascia do equilíbrio perfeito entre caráter, postura impecável e investimento constante em ferramentas modernas.
Juliano também destacou o lado humano e solidário que sempre esteve no DNA do MBPM. Para ele, a união dos pintores não servia apenas para trocar dicas de obra, mas para formar uma grande corrente do bem, onde a categoria usava sua força e mão de obra para realizar ações sociais e ajudar instituições e pessoas que precisavam de apoio.
Naquele encerramento na FEITINTAS, os fundadores deixaram claro para todo o mercado que aquilo não era um evento passageiro: o MBPM iria continuar e crescer com foco total na mudança de comportamento dos pintores, já direcionada pelo portal e pelos materiais de treinamento. À medida que os profissionais se identificavam com a causa, as empresas eram convidadas a se tornar parceiras oficiais e os pintores eram chamados para atuar como voluntários oficiais, batizados carinhosamente de "BRAÇOS". O único requisito para ser um líder era simples: ter a vontade sincera de ajudar e ser pintor.
Muitos eram convidados pelo destaque ao ajudar os colegas nos grupos do Facebook e, ao entrarem no grupo oficial dos BRAÇOS, tocavam diretamente em algo essencial da essência humana. Como explica a clássica Teoria das Necessidades de Maslow, o ser humano possui uma busca profunda pelo sentimento de pertencimento a grupos — a necessidade social de ser aceito, acolhido e de fazer parte de uma comunidade que compartilha dos mesmos valores e propósitos. Para uma categoria que historicamente trabalhava isolada, sentir que fazia parte de um time trouxe uma força transformadora. O sentimento de pertencer à família MBPM era imediato e de encher o peito de orgulho: "Eu sou MBPM!".
Ao olhar para os três fundadores reunidos em 2016, ficava claro que a soma das visões de Rafael, Leandro e Juliano formava uma engrenagem perfeita — movida pela mudança de comportamento, pela autocrítica, pelo estudo, pelo trabalho e pela união. Com a feira finalizada, a distribuição das camisetas concluída e a rede de voluntários em constante expansão, o MBPM dava seus primeiros passos como uma força viva de alcance nacional. Contudo, o crescimento acelerado e a dimensão gigante que o movimento tomou nos meses seguintes trariam novos desafios internos e a necessidade de amadurecimento.
Na nossa próxima matéria, contaremos os bastidores de um momento divisor de águas na nossa história: a primeira troca da coordenação do MBPM e os passos que consolidaram a maturidade da nossa liderança.
Assista ao Vídeo 3 – A Visão do Fundador Juliano Alcântara: Juliano Alcântara completa a tríade de depoimentos abordando a valorização da imagem pessoal e do uniforme, o investimento em ferramentas de alta tecnologia, as ações sociais e o nascimento do orgulho de ser um "BRAÇO" do movimento.
Até a próxima matéria!
Até a próxima matéria!
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REPÓRTER REVISTA ABRAPP

Natural de Taboão da Serra (SP), Douglas de Assis traz a pintura no DNA. Unindo a vivência prática em obras à sua formação em Administração de Empresas, ele construiu uma sólida trajetória como instrutor técnico, dedicando-se a elevar o padrão de qualidade dos profissionais do setor.
Liderança ativa na valorização da categoria, Douglas é fundador da ABRAPP (Associação Brasileira dos Pintores Profissionais) e idealizador da Escola ABRAPP. Inquieto por excelência, atualmente ele vive um grande desafio de imersão e especialização: está "zerando" todas as plataformas de cursos disponíveis para pintores no mercado. Essa busca incessante por conhecimento tem um único propósito: mapear tudo o que existe no setor e trazer as metodologias mais avançadas e testadas pelos pintores.
Hoje, como o principal porta-voz do curso "Raio-X da Pintura", Douglas prova na prática que o estudo não tem linha de chegada. Sua mensagem para a classe é clara: "A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. O conhecimento me salvou e mudou minha vida!"
Reportagem: @Douglas de Assis









































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